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Falsas
Doutrinas
Nova Era: uma revolução silenciosa ameaça a Civilização Cristã
Impregnado de mística esotérica de origem
oriental, o movimento denominado Nova Era,
como uma verdadeira serpente naja, seduz
muitas almas que dele se aproximam, hipnotizadas
por seu encanto mágico e pela promessa de
"ser como Deus".
O leitor provavelmente já observou, tanto
em livrarias quanto em lojas de discos,
seções com o título New Age (ou Nova Era).
E que esse material é oferecido ao público,
em diversas cidades do Brasil, mesmo em
livrarias que se apresentam como católicas.
Estamos sendo, na realidade, agredidos
por uma invasão silenciosa de um dos maiores
inimigos da Civilização Cristã.
Nestes dois mil anos de cristianismo,
nunca a sociedade esteve tão influenciada
por idéias ocultistas, esotéricas, mágicas
ou pseudo-místicas, como nos dias de hoje.
Corrompido pela decadência moral e pelo
enfraquecimento dos princípios religiosos,
o Ocidente é invadido por uma grande variedade
de práticas contrárias à Santa Igreja.
Com efeito, assistimos hoje ao surgimento
de diversas correntes religiosas — também
denominadas filosóficas — que se infiltram
entre os católicos e operam uma verdadeira
revolução silenciosa.
O diretor da "Folha de S. Paulo",
Otávio Frias Filho, assim descreveu essa
situação:
"1. Todos os deuses, todas as crenças,
todos os sistemas religiosos serão aceitos
ao mesmo tempo. Como os antigos romanos,
toleraremos todos exatamente por não acreditar
a fundo em nenhum deles. 2. Nossa fé se
reduziu à crença numa energia cósmica qualquer,
uma "força". [...] 4. Gnomos,
espíritos, magos, anjos, duendes, demônios
– um cortejo de quimeras extintas pela luz
elétrica – ressuscitam, assim, no ecletismo
da nova religião, a mais relativista que
já houve, apta a admitir quaisquer fantasias
e ignorar contradições entre elas".[1]
A nova mentalidade começa a invadir,
infelizmente, até ambientes católicos!
Trata-se, como veremos, de um movimento
organizado (e não espontâneo, como julgam
alguns), direcionado contra a Religião de
Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, por vezes,
até se apresenta como cristão.
Seu nome? Não poderia ser mais genérico:
Movimento Nova Era (ou, em inglês, New Age).
Nova Era: o disfarce sedutor do demônio
O Movimento Nova Era (MNE) é a reunião
de várias correntes esotéricas diferentes
que, agora falando a mesma língua, almejam,
segundo seus adeptos, o fim da chamada Era
de Peixes e a instauração da Era de Aquários.
Durante as perseguições romanas, os primeiros
católicos usavam alguns símbolos como identificação
de sua Fé. Um deles, presente nas catacumbas
e em vários objetos da época, era o peixe,
que em grego, escreve-se ixtus, cujas letras
são as iniciais de Iéssus Xcristós Teou
Yiós Sotér (Jesus Cristo, Filho de Deus,
Salvador).
Essa Era de Peixes, que desejam extinguir,
significa o Reino de Cristo na História,
o cristianismo!
Para alcançar seus objetivos, tais organizações
não raramente se revestem de uma aparência
cristã e difundem mensagens pacifistas,
ecológicas e filantrópicas. Todavia, por
trás dessa capa, seguem elas uma doutrina
esotérica e iniciática.
Já Nosso Senhor advertia: "Guardai-vos
dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados
de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes.
Pelos seus frutos os conhecereis" (Mt
7, 15).
O cristianismo: Religião revelada por
Deus
"Não penseis que vim revogar a Lei
e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes
pleno cumprimento, porque em verdade vos
digo, até que passem o céu e a terra, não
será omitido nem um só i, uma só vírgula
da Lei, sem que tudo seja realizado"
(Mt 5, 17).
Com o cristianismo completou-se a Revelação
oficial, iniciada desde o Paraíso.
Nesse sentido, ao contrário do que dizem
os adeptos da Nova Era, o cristianismo não
é uma era histórica, mas o cumprimento da
obra redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo,
guardada desde o Paraíso até a consumação
dos séculos. Ele instituiu sua santa e única
Igreja, ensinando e consolidando sua doutrina
e convidando seus filhos à bem-aventurança
eterna.
Esoterismo e iniciação contra o cristianismo
São Paulo já previa numa de suas epístolas:
"O Espírito diz expressamente que nos
últimos tempos alguns homens renegarão sua
fé, dando atenção a espíritos sedutores
e doutrinas demoníacas" (1 Tim. 4,1).
A doutrina da Nova Era é esotérica, isto
é, tem sua parte principal escondida, oculta,
acessível apenas a pessoas iniciadas, que
são lentamente levadas a negar o cristianismo.
Para essa transformação interna de cada
homem, tais organizações utilizam rituais
e práticas específicas, através das quais
difundem sua doutrina, de fundo panteísta.
Como veremos, essa doutrina não passa de
uma reedição das antigas heresias panteístas,
agora com roupagem nova.
"A Conspiração Aquariana"
— manual da Nova Era
A Nova Era não se apresenta como um movimento
unificado, sob a direção de um líder único,
mas é uma constelação de pequenos movimentos.
Podemos caracterizar o Movimento Nova
Era como uma grande mobilização de pequenos
grupos, dispersos em diversos locais mas
unidos no mesmo pensamento e objetivo, que
formam uma enorme rede de ação e abrange
centenas de entidades, instituições e grupos,
sem que todos necessitem estar em contato
ou mesmo se conhecer. Ao menos é assim que
ele é apresentado.
Marilyn Ferguson, autora de A Conspiração
Aquariana
Essa mega-rede é descrita pela escritora
Marilyn Ferguson, em seu livro A Conspiração
Aquariana, considerado por muitos como a
"bíblia" da Nova Era [2]:
"Enquanto a maioria de nossas instituições
vem falhando, surge uma versão contemporânea
da velha relação tribal ou familiar: a rede,
um instrumento para o próximo passo na evolução
humana. [...] A rede é moldável, flexível.
Para todos os efeitos, cada membro é o centro
da rede. As redes são cooperativas, não
competitivas. São como as raízes da grama:
autogeradoras, autoorganizadoras, por vezes
até autodestruidoras. Representam um processo,
uma jornada, não uma estrutura organizada.
[...]
"Cada segmento [de uma rede] é auto-suficiente.
Não se pode destruir a rede pela destruição
de um dos líderes ou de algum órgão vital.
O centro — o coração — da rede se encontra
em todos os lugares. A Conspiração Aquariana
é, na verdade, uma rede de muitas redes
destinadas à transformação social. [...]
Seu centro está em toda a parte. [...] A
Conspiração não pode ser detida, porque
é uma manifestação da mudança nas pessoas".[3]
Fazem parte desse movimento entidades
como: Renascer, Grande Fraternidade Universal,
Nova Acrópole, Universidade Holística, Sociedade
Internacional de Meditação, Centro de Estudos
de Antropologia Gnóstica, Eubiose, Sociedade
Teosófica, A Grande Pirâmide do Lago, Rosa
Cruz Áurea, Perfeita Liberdade, Cidade da
Paz, Movimento para Consciência de Krishna,
Cadeia Mental Universal, Ordem dos 49, Clube
Naturalista de Preservação da Vida, Himalaya
Consultoria Vivencial, Abrasca (Associação
Brasileira de Comunidades Alternativas),
Legião da Boa-Vontade, Centro de Pesquisas
de Discos Voadores, Fraternidade da Cruz
e do Lótus etc.[4]
A transformação nas almas, método de
conquista
Na introdução de sua obra, diz Marilyn
Ferguson: "O ativismo social dos anos
60 e a `revolução da consciência' do início
dos 70 pareciam mover-se na direção de uma
síntese histórica: a transformação social
como resultante da transformação pessoal
— a mudança de dentro para fora".[5]
Essa nova tática de conquista da Revolução
foi inúmeras vezes denunciada pelo Prof.
Plinio Corrêa de Oliveira. É a chamada Revolução
Cultural, uma mudança gradual da vida cotidiana,
dos costumes, das mentalidades, dos modos
de ser, de sentir e de viver.[6]
O misticismo tribal e a extinção da
razão
Em 1976, ainda no auge do comunismo,
caracterizado como a III Revolução (a primeira
é a pseudo-Reforma Protestante e a segunda
a Revolução Francesa de 1789), Plinio Corrêa
de Oliveira já demonstrava a metamorfose
operada dentro do processo revolucionário
rumo a uma IV Revolução – o tribalismo autogestionário
e místico, hoje largamente incubado na Nova
Era – denunciando suas características.[7]
Escreveu ele: "Bem entendido, o caminho
rumo a este estado de coisas tribal [da
IV Revolução] tem que passar pela extinção
dos velhos padrões de reflexão, volição
e sensibilidade individuais, gradualmente
substituídos por modos de pensamento, deliberações
e sensibilidade cada vez mais coletivos
[...].
"De que forma? — Nas tribos, a coesão
entre os membros é assegurada sobretudo
por um comum pensar e sentir, do qual decorrem
hábitos comuns e um comum querer. Nelas,
a razão individual fica circunscrita a quase
nada. [...] Ao pajé incumbe manter, num
plano místico, esta vida psíquica coletiva,
por meio de cultos carregados de `mensagens'
confusas, mas `ricas', dos fogos fátuos
ou até mesmo das fulgurações provenientes
dos misteriosos mundos da transpsicologia
ou da parapsicologia".[8]
Do Amor de si ao esquecimento de Deus:
O homem justo faz do "amor de Deus"
o eixo de sua vida, pelo qual ele julga
todo o resto, cumprindo o maior dos Mandamentos:
"amarás o Senhor teu Deus de todo o
coração de toda a alma, de todo o entendimento,
e com todas as suas forças"(Mc, 12,
30)
Na mesma linha, o catecismo da Igreja
ensina que a finalidade do homem é "conhecer,
amar e servir a Deus".
A santidade consiste em amar a Deus até
o esquecimento de si mesmo, a ponto de ser
um outro Cristo ou, nas palavras de São
Paulo: "Já não sou eu quem vive, mas
Cristo que vive em mim".
Nesse amor sublime, fruto da inocência
de alma, reside a verdadeira felicidade
e o tesouro mais precioso de nossas almas,
onde "o ladrão não chega, nem a traça
rói". (Lc. 12, 33)
Todavia, para os adeptos da Nova Era,
não é a Deus que devemos conhecer e amar,
mas a nós mesmos... Pois, segundo imaginam,
Deus não é superior aos homens e digno de
ser amado sobre todas as coisas, mas é igual
aos homens!
Como conseqüência, o homem deve conhecer
a si mesmo – através do que chamam de iluminação
– e perceber que ele é "deus".
Em outros termos, o igualitarismo, tantas
vezes denunciado pelo magistério da Santa
Igreja como oposto ao cristianismo (Ver
Box 1, no final do artigo)., é agora exaltado
até o destronamento de Deus.
A Nova Era é a "religião" dos
homens igualitários que se julgam "deuses".
Cristo, Rei do Universo. Com uma tiara na
cabeça e segurando o globo terrestre apoiado
em Seu joelho, Cristo recebe a homenaem
de soberanos representando as nações do
universo
O igualitarismo corrompe a Criação
Deus, em sua infinita sabedoria, criou
cada homem com suas características próprias
e hierarquicamente dispostas.
Santo Tomás explica que é através dessa
diversidade de características que se tem
uma imagem mais perfeita de Deus. Os homens
em seu conjunto, muito mais do que individualmente,
formam um belíssimo mosaico refletindo as
perfeições de seu Criador. [9]
Por isso, diz a Sagrada Escritura que
cada coisa feita por Deus era boa, mas o
seu conjunto era "muito bom".
[10]
Não podendo nada contra o Criador, o
demônio investe contra o reflexo de Deus
na criação e seduz os homens, através do
orgulho, com a promessa utópica do igualitarismo.
"Sereis iguais a Deus": a
sedução da Nova Era
Com a mesma mentira com que seduziu Adão
e Eva no Paraíso Terrestre [ver quadro ao
final do artigo], a Serpente agora busca
seduzir os homens do século XXI.
"Sereis iguais a Deus" (Gen.
3, 5). É o que promete a Nova Era para os
que se deixam enganar pelo veneno igualitário
do demônio.
É o orgulho levado às últimas conseqüências,
mediante o qual o homem se esquece de Deus
para amar a si sobre todas as coisas.
Lúcifer: o primeiro igualitário
"Tu, desde o princípio, quebraste
o meu jugo, rompeste os meus laços e disseste:
- Não servirei!" (Jer 2, 20).
A esse brado igualitário de Lúcifer,
que não desejou servir a seu Senhor, respondeu
São Miguel: "Quem como Deus?".[11]
Os anjos, assim como os homens, também
tiveram sua prova, na qual deveriam escolher
entre amar a Deus ou amar a si.
Os irmãos Gustavo e Sérgio Solimeo, em
seu livro "Anjos e Demônios, a Luta
Contra o Poder das Trevas", assim se
referem à prova dos anjos: "Segundo
Santo Tomás de Aquino, essa soberba consistiu
em que os anjos maus desejaram diretamente
a bem-aventurança final, não por uma concessão
de Deus, por obra da graça, e sim por sua
virtude própria, como mera decorrência de
sua natureza. Desse modo, quiseram manifestar
sua independência em relação a Deus; eles
recusaram assim a homenagem que deviam a
Deus como seu criador e desejaram substituir-se
a Ele e ter o domínio sobre todas as coisas:
`ser como deuses'. (cf. Gen. 3, 5)".[12]
Exatamente o que sustenta o Movimento
Nova Era, é a salvação (bem-aventurança),
não como obra da graça, mas como decorrência
da própria natureza divina do homem.
Lúcifer: o anjo da "iluminação"
esotérica
Antes da revolta dos anjos, segundo narra
São João Bosco em sua conhecida História
Sagrada, os anjos eram todos bons.
Lúcifer era o anjo mais belo que Deus
havia criado.[13] Deste fato resulta o seu
nome, que significa aquele que ilumina,
aquele que porta a luz: lúcifer.
"Eu via Satanás cair do céu como
um relâmpago" (Lc 10, 18). Aquele que
iluminava, agora vive nas trevas tentando
os homens.
Para a Nova Era, o homem precisa atingir
a consciência de que é deus, precisa se
iluminar. A iluminação é o processo através
do qual o homem perde a sua individualidade,
entregando-se, como uma gota d'água no oceano,
à grande energia primeira. Através dessa
prática, o iniciado se reconhece divino,
assim como todos os objetos, formando uma
só energia com todos eles.
Panteísmo: a doutrina oculta do demônio
A filosofia básica da Nova Era é o panteísmo.
Segundo essa heresia, existe apenas uma
realidade, que é a energia cósmica (que
alguns chamam de deus), o resto é o maya
(ilusão). Toda a diversidade de seres (sejam
minerais, vegetais, animais ou mesmo espirituais)
é uma ilusão dos sentidos, que tende a ver
diferenças onde só existe igualdade. Tudo
é manifestação de uma mesma energia, que
é divina e espalhada em todas as coisas.
O demônio é o pai dessa doutrina que
busca enganar os homens e fazê-los participantes
de sua revolta. Diz São João: "Foi
[o Demônio] homicida desde o princípio,
e não permaneceu na verdade" (Jo 8,
44).
Nesse sentido, é revelador o poema escrito
por Pierre Weil, um dos expoentes da Nova
Era e reitor da chamada universidade holística[14],em
seu livro A Revolução Silenciosa, no qual
resume o orgulho panteísta e igualitário
desse movimento: Diz ele, sobre si mesmo:
"Sou desprovido de nome, porque todo
nome me limita. Porém, muitos nomes me deram.
Sou Brahman. Sou Brahma, Vishnu e Shiva.
[...] Sou Jahvé. Sou Buda. Sou Cristo. Sou
o Pai, com ou sem barba. Sou o Filho. Sou
o Espírito Santo. Sou Allah, Sou Alfa e
ômega, o começo e o fim. [...] Sou energia.
Sou a natureza. [...] Sou Deus. Sou o Eterno.
Sou Universo. [...] Sou você dentro do teu
corpo. Sou também o teu próprio corpo. [...]
Sou as partes que estão no todo. Sou o todo
que está em todas as partes. [...] Sou o
homem. Sou a mulher. [...] Sou sujeito,
sou objeto, sou espaço entre os dois. [...]
Sou o autor. Sou o ator. Sou o papel. Sou
a peça. Sou o espectador. [...] Sou zero.
Sou um. [...] Enfim sou a tua alma através
da qual desfruto da imensa bem-aventurança
de ser consciente da própria bem-aventurança" [15]
A reencarnação evolucionista
Imaginando-se deus, o adepto da Nova
Era naturalmente é levado a negar a justiça
divina (já que essa justiça pressupõe a
existência de Deus superior aos homens)
e, em seu lugar, aceita a doutrina espírita
da reencarnação.
Contra essa doutrina, há o ensinamento
formal de São Paulo: "Está decretado
que o homem morra uma só vez, e depois disto
é o julgamento"(Hb 9, 27).
Autoconhecimento e redenção
A Nova Era afirma que o problema do homem
não é o pecado, mas a ignorância. Conhecer-se
a si mesmo, eis o lema da Nova Era.
Não é mais a Redenção de Nosso Senhor
Jesus Cristo que abre as portas da eternidade,
mas o próprio homem que se julga salvo pela
sua natureza divina.
Desta forma, o supremo ato de amor de
Deus é substituído pelo supremo ato de orgulho
de quem julga ocupar o lugar de seu Criador.
Para esses adeptos, não há inferno, não
há castigo, não há justiça. O erro (pecado)
de uma vida não será castigado na eternidade,
mas numa encarnação menos evoluída ou mais
sofrida, onde aqui se faz, aqui se paga.
É a chamada Lei do Carma.
Canalização da Energia Cósmica
Não é pensando que se ilumina, é mediante
a meditação por dentro de si, mediante a
canalização da energia por dentro do próprio
corpo. Para esse fim nos levariam o tarô,
os búzios, quiromancia, astrologia, numerologia,
cristais, certos tipos de medicina alternativa
e de acupuntura etc. Tudo é usado para dar
uma nova visão ao ser humano, uma nova maneira
de experimentar a realidade.
Claro que várias dessas práticas abrangem
um aspecto natural que pode produzir um
resultado efetivo. Todavia, elas têm servido,
em várias circunstâncias, para difundir
a doutrina esotérica da Nova Era.
Os cristais e as pirâmides são muito
usados pelos adeptos da seita, pois seriam
uma maneira de canalizar essas energias
e curar doenças, atrair prosperidade, levar
a um grau de consciência superior.
Trata-se, na realidade, da volta ao paganismo
primitivo, com suas milhares de superstições
e idolatrias.
Nova Era é incompatível com a Fé Católica
Em seu Evangelho, São Mateus expõe a
sábia advertência de Nosso Senhor: "Eis
que eu vos envio como ovelhas entre lobos.
Por isso, sede prudentes como as serpentes
e sem malícia, como as pombas" (Mt
10, 16).
Dom Donald W. Montrose, enquanto Bispo
diocesano de Stockton, na Califórnia, fez
uma longa análise da influência satânica
da Nova Era nos Estados Unidos. Em seu substancioso
documento, afirma:
"Na superfície, o movimento New
Age parece um movimento de paz. Entretanto,
é ocultista, mesmo quando Satanás não é
mencionado. O `deus' da New Age não é o
Deus do cristianismo. O `deus' da New Age
é uma espécie de energia impessoal que abarca
o universo inteiro. Esta é uma forma de
panteísmo. Não se deixem enganar pelas suas
palavra sobre ecologia, a beleza do mundo
natural, a fundamental bondade dos objetivos
aparentes deste movimento. Não é um poder
espiritual que vem de Deus, mas do reino
da luz falsa e das trevas" [16].
E João Paulo II, em pronunciamento aos
bispos norte-americanos, previne os fiéis
sobre a Nova Era e sua deletéria influência
entre católicos:
"As idéias do movimento New Age
conseguem às vezes insinuar-se na pregação,
na catequese, nas obras e nos retiros, e
deste modo influenciam até mesmo católicos
praticantes, que talvez não tenham a consciência
da incompatibilidade entre aquelas idéias
e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista
e imanente, esses movimentos [...] tendem
a relativizar a doutrina religiosa. [...]
Além disso, apresentam com freqüência um
conceito panteísta de Deus, o que é incompatível
com a Sagrada Escritura e com a Tradição
cristã" [17].
Devoção a Nossa Senhora: o antídoto
profético
A Nova Era é um dos venenos sedutores
do demônio, que tenta os homens através
do orgulho: "Amarás a ti mesmo sobre
todas as coisas", eis como se poderia
exprimir o lema da Nova Era.
Quando uma alma se deixa contaminar pelo
amor próprio desordenado, fruto de seu orgulho,
não há moral capaz de a controlar, não há
mais verdade que ela não coloque em dúvida,
não há hierarquia que ela não queira derrubar.
E como tudo isso é o oposto à Santíssima
Virgem, que em sua humildade desejava ser
a escrava da Mãe de Deus!
Nossa Senhora é o triunfo da humildade
sobre o orgulho, do verdadeiro amor de Deus
sobre a soberba igualitária.
Nesse sentido, escreve o grande missionário
francês do século XVII e Doutor marial,
São Luís Maria G. de Montfort: "O que
Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou
por humildade. O que Eva condenou e perdeu
pela desobediência, salvou-o Maria pela
obediência"[18].
Em outro trecho, afirma ainda São Luís
de modo profético sobre o papel da Mãe de
Deus nos últimos tempos: "Por meio
de Maria começou a salvação do mundo, e
é por Maria que deve ser consumada" [19].
É o que aquele grande apóstolo mariano
chama de Reino de Maria, no qual o império
de Nosso Senhor estender-se-á sobre o "império
dos ímpios, dos idólatras e dos maometanos" [20], estabelecendo sobre a Terra a plenitude
do Reino de Cristo na História.
São Bernardo de Claraval, autor do "Lembrai-vos"
Todos que recorrem à Santíssima Virgem
são atendidos
Fica o alerta: em nossas dificuldades,
não procuremos soluções onde elas não existem;
desconfiemos dessas práticas ocultistas,
verdadeiras ciladas para a perdição das
almas.
Pelo contrário, procuremos a solução
verdadeira que Nosso Senhor Jesus Cristo
nos concedeu: a intercessão de sua Santíssima
Mãe que, misericordiosamente, também a nós
foi dada como Mãe. Procuremos aumentar nossa
devoção a Ela, e assim seremos aliviados
de nossos males, amparados em nossos problemas,
atendidos em nossas súplicas.
É o que, de modo categórico, afirma o
admirável Doutor da Igreja, São Bernardo
de Claraval, em sua célebre e inspirada
oração: "Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem
Maria, que nunca se ouviu dizer que algum
daqueles que têm recorrido à Vossa proteção,
implorado a Vossa assistência e reclamado
o Vosso socorro fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a
Vós, ó Virgem entre todas singular, como
a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo
sob o peso de meus pecados, me prostro a
Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos
de as ouvir propícia e de me alcançar o
que Vos rogo. Assim seja".
Frederico Viotti
Notas: [1]
"Folha de S. Paulo" - Revista
Mais!, 13-10-02. [2] Ferguson, Marilyn (1993), A Conspiração
Aquariana: Transformações Pessoais e Sociais
nos Anos 80; Ed. Record, Rio de Janeiro,
1993. [3] Idem., pp. 201 a 205. [4] A esse respeito, ver: Dioclécio Luz,
Roteiro Mágico de Brasília; vol. I
e II., Codeplan, 1986. [5] Op. cit., p. 18. [6] Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução
e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo,
1982, III Parte. [7] Idem, ibidem. [8] Idem, Parte III, cap. III, 2. [9] Cfr. Summa Teológica, I, Q. 47, a2,
c. [10] Gênesis, 1, 31 e Suma Teológica,
I, Q. 47, a.2, c. [11] A expressão "Quem como Deus?"
é a tradução do nome Miguel em hebraico. [12] SOLIMEO; Gustavo Antônio e Luiz
Sérgio (1994); Anjos e Demônios - a Luta
Contra o Poder das Trevas; São Paulo, ed.
Artpress; 1994. [13] São João Bosco, História Sagrada,
Ed. Salesiana, 1965, p. 13. [14] Holismo é uma palavra que se refere
a tudo (holos): tudo é a mesma energia divina. [15] Weil, Pierre; A Revolução Silenciosa,
Ed. Pensamento, São Paulo, p. 200 a 203. [16] Montrose, Donald W., Voz de alerta
nos Estados Unidos: perceber e combater
o demônio é dever do católico, in Catolicismo,
fevereiro de 1996, p.22 e 23. [17] Pronunciamento aos bispos norte-americanos,
em 18 de maio de 1993, apud Catolicismo,
fevereiro de 1996, p. 22 e 23. [18] São Luís G. de Montfort, Tratado
da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem,
Vozes, Petrópolis, p. 55 e 56. [19] Idem, p. 50. [20] Idem, p. 61. . 3
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